sexta-feira, 26 de abril de 2013

Volta a ilha !!!


                Legal, vou começar a escrever o artigo de uma corrida que mais coisas aconteceram ao mesmo tempo, parecendo coisa de filme, a mais mal planejada, e numa fase onde têm ocorrido grandes mudanças na minha vida, e também na vida de minha dupla.

                Começando pelo começo a Volta a Ilha é uma prova feita para equipes de 8 ou mais corredores e amigos, correr ela em dupla é loucura, pois se tem apenas 15 horas para percorrer 140 km nos mais diversos pisos, de asfalto a areia muito fofa, em lugares onde se necessita de colocar a mão no chão para conseguir subir, outros com o carinhoso apelido de morro maldito, ate a largada um trecho plano de 7 km, no asfalto, ainda escuro.

                Completamente cabisbaixo, foi assim que sai da estrutura da prova, muado, cabeça baixa, medalha no peito, assado, machucado, muito cansado, tentando achar aonde poderia ter ganhado 15 min, ou porque não havia pensado nisso antes, como aquilo poderia ter acontecido comigo. Havia chegado a um lugar vazio, desmanchando as estruturas, aquilo eram 20 horas e 30 minutos, 15 minutos após o fechamento oficial da prova.

                Claro que eu não daria conta desse recado, tinha que buscar o ultima trecho, plano, de 6 km em 30 min, um pace de 5 min/km, para chegar a tempo, isso depois de andar em uma moto, com um misero short de corrida, em um tempo frio por 15 min, tudo duro, todo travado. Mas como não tentar se minha dupla também estava dando sangue ao tentar fazer 15 km em apenas 1 hora e 20 minutos.

                Mas esse desespero só teve origem às 18h30min, pois havia chegado ao penúltimo ponto de corte as 18h25min, 5 minutos antes dele fechar, minha dupla estava lá descansado, enquanto eu acabara de completar o “trecho mais difícil”, como assim define a organização da prova e os demais participantes, é algo do tipo, subir 250 metros em 3 km, só! O resto são 4 km de subidas e descidas menores, acrescenta-se uma descida de 2 km bastante forte, mais uns 300 metros de areia fofa, os km de resto, ate inteirar 15 km são tranquilos, asfalto com descidas e subidas leves, fácil. Isso tudo depois de ver um cara que teve 4 paradas cardíacas em 30 minutos, e ter que ser resgatado pela policia rodoviária federal, isso porque antes de sair o helicóptero decolando, me deu um banho de areia, areia no meu corpo todo, que também estava todo suado, formou-se aquela crosta.

                Mas se eu estava descansando alguém corria minha dupla, Rodrigo Vilalba, 2 trechos de 8 km em areia fofa, em praia desnivelada, corre-se de lado, dói o joelho só de pensar. Mas isso só aconteceu porque ao trocar de trecho comigo, 16 km antes, na breve conversa que tivemos, ele disse que havia pegado a nossa mochila na Van de uns amigos, mas a mochila não estava na van, estava na cadeira laaaaa na praia da Joaquina. Ao abrir a mochila vi que não era a nossa, era de outro amigo, Carlos Soto. Ora se aquela não era a nossa, onde estava a nossa? Com sorte no ultimo lugar que ha vi, na cadeira de praia, na praia da Joaquina, 15 km antes. E ao invés de ir para o PC seguinte eu tive de fazer uma viagem de quase 01h15min na garupa de uma moto CG 125, haja bunda, por isso não consegui chegar ao PC a tempo e o Rodrigo correu 2 trechos e eu o Morro Maldito. Por sorte a mochila estava laaaaa, com nossos documentos, dinheiro, tênis, e algumas coisas mais.

                Vejam bem, porque a mochila não estava na van e estava na cadeira? A nossa agua estava acabando e corríamos mais devagar que o pessoal da van, então teríamos que nos separar. No PC anterior tirei a mochila da van, comprei bastante agua. Tem mais enquanto comprava a agua saiu 2 pasteis de queijos, novinhos, não resisti e comi os dois. Se vou contar dos pasteis, vou contar que minutos antes, tomei 500 ml de garapa, geladinha, fresquinha, aproveitei e comprei para minha dupla. Pura energia, afinal ele vinha de um trecho bem difícil, era o sol do meio-dia, e já corríamos por 7 horas.


Rodrigo correndo

           
                  Mas não vou contar mais trecho sobre trecho, vou logo para a largada, pois essa 1 metade da prova, correu tudo bem, os trechos eram mais fáceis e menores, logo corríamos mais fortes e descansávamos menos, porque mesmo de moto, o transito atrapalhava bem o transporte de um ponto a outro.


                Largamos as 05h00min, já bem cansados, mas pontualmente, e como tem acontecido, larguei pesado, o corpo meio fora do lugar, é horrível os primeiros quilômetros. Eu também estava bastante cansado, afinal acordei as 03h30min, uma hora e meia depois de ter dormido, acordei cedo assim para conseguir tomar um banho, me trocar, preparar a mochila para o dia que viria, tomar um café corrido e chegar na largada as 04h30min, 30 minutos antes da largada, para pegar o chip. Mas eu dormi tarde por outra razão, é claro né.  Meu sono foi sobre um colchonete de sofá, pois como tive que esperar o Rodrigo, não tive como ir pra a republica aonde ficaria hospedado e contei com a oferta de um amigo para dormi no chão de seu quarto. Dormi tarde, a vou mudar de paragrafo para contar essa historia.

                Então era 01h45min da madrugada, quando o ônibus que saiu de Campinas as 09h30min da manha, e passou por São Paulo às 11h30min, chegou um Florianópolis/SC. E eu aguardava desde as 22h00min esse ônibus, estava morto de cansado, esperando naqueles bancos de rodoviária que acabam com a gente, você escorrega, não apoia as costas, só serve para ficar mal assentado. E eu naquela situação, não podia sair de lá, porque o Rodrigo não sabia em qual hotel ficaria, não tinha celular, e contava comigo na chegada da rodoviária. Não restou outra opção senão esperar por quase 4 horas. Afinal a mãe dele e o irmão já haviam me ligado dizendo que era para eu aguarda-lo. Mas ele foi de ônibus, do parador, aquele que para em todas as rodoviárias ao longo dos 700 km do caminho, porque não tinha passagem de avião a preço acessível, de ultima hora. Mas tanto ele, quanto eu, já sabíamos da prova desde setembro, mas como a vida anda meio atrapalhada, esqueceu-se de um detalhe um pouco obvio, chegar bem no local da largada, antes de começar é claro, bem, e esqueceu-se de comprar a passagem aérea, algo que consumiria 15 minutos de seu tempo, gastaria o ,mesmo que a passagem de ônibus e a viagem seria apenas de 1 hora.

Rodoviária as 00:16

                Mas não poderia deixar de citar que também fizemos tudo em cima da hora, com os prazos bem apertados, deve ser que e porque gostamos de sofrer. Foi uma corrida tão mal planejada e desajustada, que nenhum dos dois sabia que trecho correriam momentos antes da largada, não sabíamos qual o tempo limite para completar a prova e nem sequer preparamos nossa estadia lá. O fato de não termos dormido, só foi o resultado de tamanho desleixo com o planejamento e treinamento para uma prova que não se pode errar, principalmente a dupla. Acusar um ou outro é a solução, tampouco a causa do problema. Mas ficou uma lição correr ultras sem um minimo de planejamento é o primeiro passo para o fracasso. E que não seja ultras, mas uma maratona, meia, 10k, 5k, planejar o dia da prova alvo e fundamental para que tudo de certo, mais que caso seja observado algum desvio, saberá qual foi e a melhor forma de remediar. No nosso caso, não sabíamos nem sequer qual trecho correríamos. Descobríamos a cada trecho o quanto correríamos a distancia, dificuldade, se precisaríamos ou não de agua, tudo minutos antes de correr, enquanto aguardávamos o outro.


A tal Medalha sofrida

terça-feira, 16 de abril de 2013

Meus primeiros passos II


  •     A outra serie se trata de como comecei a correr as ultras, como faço para correr, quantos km corro para treinar para as provas.

Então, na minha primeira prova de 5 km, dois amigos me ajudaram a completar, o Mario e o Marcão, eles na época estavam treinando para a 1ª maratona, a de São Paulo. Achei aquilo fascinante, mas muito longe da minha realidade, afinal teria que fazer 8,5 a distancia que mal dava conta de completar correndo. Mas aquilo mexeu comigo, afinal era um puta desafio, algo para poucos, algo que só um guerreiro poderia ter.

Me empolguei tanto que 4 meses depois completei minha 1ª meia maratona, a meia internacional de BH, lembro-me que foi no dia dos pais, e me machuquei tanto que quase não conseguia andar. Ganhei minhas primeiras bolhas, que ardiam, mas ardiam que mal colocava os pés no chão, todo assado na virilha e na subaqueira. As pernas, joelhos e tornozelos, tão travados, que para andar, quase tinha que usar muletas. Mas não sei por que eu sorria para tudo isso. Todos olhavam para mim com aquela cara de do, mas mal sabiam eles que estava melhor que eles, pelo menos sob minha ótica.

A Graça, uma antiga funcionaria chegou, no meio do artigo, tive que parar para conversar com ela, afinal tem que fazer sala. Mas conversando com ela tive uma surpresa. Ela começou a correr também, ela e asmática. E tem sentido melhoras com a pratica de esportes, mesmo que recente. Ficamos umas meia hora conversando, e ela super empolgada. Só um parênteses (conheço relato de diversos diabéticos, que controlam seu metabolismo e injeção de medicamentos, de forma bem mais fácil, com a pratica regular de esportes.




Naquele ano fiz mais 1 meia e a volta da Pampulha. Ao final da volta achei que eu era o super homem e fiz minha inscrição em um maratona, a mais próxima possível, desde que demorasse 6 meses para ocorrer. E em qual eu cai, Maratona de São Paulo, uma das mais difíceis. Mas se fosse fácil não teria o mesmo prazer. Corri forte, fiz meu melhor tempo nos 21, mas sabia que isso teria um preço mais a frente. E ele veio, no Km 33, e assim foi, me arrastando ate o final que completei com 05h15min. Gostei tanto, mas tanto, que ao chegar a BH pesquisando por mais uma maratona, achei a de Curitiba, em novembro, outra bastante pedreira. Mas o que eu não contava era descobrir a Comrades. Namorei essa prova por uns 2 meses, quando fiz minha inscrição, no supetão, uma prova totalmente diferente de tudo que já tinha visto, alem de ter 89 km era recheada de longas descidas e subidas, alem de ser no exterior.

Com a Comrades, veio o Branca, achei no Google. E em meus treinos, treinei tão dedicadamente, que em novembro, dias antes da maratona, estava com 6% de gordura corporal. Fiz uma prova tão boa que baixei meu tempo de 05h15min, para 03h58min, com sobra para reduzir mais.

Ao final da prova, o mestre disse: “Você esta bem, em janeiro começamos para a Comrades.” Dali em diante, não parei mais de correr longuíssimas distancias, não tinha longo menor que 25-30 km.

E fui ate junho nesse pique, ao sair do hotel para a Comrades, no dia da prova, pensei comigo, para falar a verdade, meu único pensamento. Se eu passar dessa pode acontecer 2 coisas, ou eu me apaixono com essas ultras, ou eu largo essa bosta de vez, confesso que preferiria largar. Adivinhem, apaixonei e no mesmo ano fiz 75 km de Maresias-Bertioga, 50 km do X-terra Tiradentes, 24 horas de Campinas, e fui pacer do Rodrigo na BR-135 em janeiro.

Todos ficam perguntando se e difícil correr essa provas, mas a prova em si não e tão difícil. Foda e passar finais de semana correndo por horas e horas, em treinos que passam as 12 horas de corrida, abdicar de festas, golos, baladas, durante o treinamento. Sabendo que se ficar sem treinar por um mês pode-se jogar tudo pelo ralo.

Interessante que somos o que somos. Como pacer tive uma das experiências mais prazerosas na corrida e aprendi que não baste ser ultra, tem que CURTIR ULTRAS. Digo isso porque o irmão do Rodrigo, o Diego, ao final da prova, disse de forma bem clara, que apesar de ter corrido com o irmão 120 intermináveis km em 48 horas, ele nunca mais repetiria o feito, e que melhorar seus tempos em maratonas seria o suficiente para ele.

Já eu, combinava com o Rodrigo, se um dia eu fosse correr a BR-135 ele seria meu pacer, e que juntos buscaríamos o cálice, que é quando se corre a prova solo, dupla, trio, quarteto e faz o caminho da fé.

Achei que esse sonho estaria distante, pelos pré-requisitos necessários para correr essa prova e eu como calouro nessas provas, não tinha. Como estratégia para conseguir esses qualify mais rápido adotei uma estratégia, correr varias ultras em 2013, 12 no total. Sendo meu foco voltado para a dupla na ultra dos anjos, 235 km, e praias e trilhas, 84 km.

Agora essa semana recebi um e-mail, dizendo que estou ACEITO nas Ultra dos Anjos, uma corrida de 235 km, pelas serras do sul de minas. A largada será em junho, em Passa Quatro, e agora mudei meus planos novamente, e quero sem duvidas alguma, continuar com essas ultras. Engraçado, fiquei muito feliz quando recebi a noticia, mas agora, que já digeri parte dela, sei que o desafio e grande, nada fácil e um tanto quanto desafiador. E minha única saída é treinar forte, mas agora bastante motivado.



Apesar disso, jamais quero deixar de correr com meus amigos, principalmente os iniciantes, descobri que eles me trazem grande inspiração e determinação, pois ainda lutam contra o sedentarismo e a força do sofá, uma luta desigual, onde alguns instantes, segundos, podem fazer com que se volte a treinar ou fique no sofá por mais um longo e desnecessário tempo.

Atenção, cuidado, o sofá conta com aliados muito fortes, TV a cabo, leite quente, balas, comidas gostosas, edredom, internet, computador, etc. Além do apoio de seus amigos traidores, que te zoam para que você volte para o sofá. Não desista, essa duvida dura pouco e caso opte por correr sera mais gratificante e benéfico, não tenha duvidas.

Compartilhem !!!!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Meus primeiros passos


                Sempre que estou em uma mesa de bar, ou entre amigos, sai a seguinte pergunta: “Como você começou a correr?”. E sempre me embolo para responder, ora porque surgem perguntas enquanto respondo, ora porque me lembro de algum caso legal, e mudo o assunto, mas nunca respondi diretamente a pergunta.

                Quando me perguntam sobre isso me veem na cabeça uma serie de perguntas que divido em 2 partes


·         Como eu dei o primeiro passo, porque o primeiro passo e o que me estimula a correr. Enfim sobre como comecei a correr.



Esse grupo de perguntas é a mais perigosa de responder, sabem por que, porque ela normalmente e feita por quem esta dando os primeiros passos, ou esta pensando em iniciar, e responder mal essa pergunta pode desestimular a pessoa a fazer sua atividade física.

Mas vamos lá tentar responder. Comecei a correr no dia em que minha mãe me chamou para correr uma corrida de 5 km com ela, o convite foi feito alguns dias antes da prova, para ser mais exato 15 dias, e o dia do convite foi 11/04/2010. Nunca havia sequer dado um passo correndo, nada. Naquele dia peguei um short pequeno, uma camisa velha e um tênis acabado. Peguei um relógio digital e fui a uma praça próxima a minha casa, lá tinha uma marcação que marcava 330 metros. Pronto sabia que teria que dar 15 voltas. Liguei o relógio e comecei a correr, sem ajuda alguma, nada. Para não me perder nas voltas arrancava uma folha de uma arvore a cada volta.

A ideia inicial era eu e minha mãe corrermos as três provas da serie CIRCUITO ATHENAS. E assim fizemos.

Me senti o maximo depois da prova, me sentia um verdadeiro atleta, afinal tinha ganhado a 1ª medalha e tudo respirava a vida de atleta. Com o apoio da minha mãe, me inscrevi em outras corridas e treinava aonde dava. Segue abaixo um resumo do 1º ano. Infelizmente na época não tive ninguém como referencia, tudo buscava em artigos científicos, revistas que vinham nos kilts, blogs, etc. Na raça. Minha meta inicial era correr a Pampulha no final de 2011, mas consegui realiza-la em agosto, quando completei minha primeira meia maratona.

Fico observando essas fotos e me lembro como era gordo, tinha 35% de gordura, era o verdadeiro gordelicia....mas era tão baum....


Minha 1 meia maratona, a meia internacional de BH


No começo corria muito rápido, uma pequenina distancia, me cansava e caminhava mais um pouco, não tinha um ritmo constante.  Havia tambem uma planilha onde lançava tudo, como um diário, tempo, distancia local do treino e algumas observações que achava interessante. Sempre fui motivado por novos desafios, sempre tinha que haver uma mudança. E conversando com outros corredores, sonhava em correr provas maiores, mas não sabia como, mas almejava outros ares.


Alguns amigos tem tido problemas para comentar os posts, para comentar escolher a opção Nome/URL, colocar o nome e URL deixar em branco.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Grandes novidades II


                Gente vocês vão ver o quanto sou um cara de sorte, mas também desligado, esqueço-me das coisas muito rapidamente, às vezes mesmo enquanto falo, esqueço as próximas palavras, mas ta baum, sempre tem alguém perto para me lembrar o que falava mesmo.
               
                 As novidades dessa semana não param, mas antes vou voltar ao domingo, quando por algumas razões, não consegui realizar o treino combinado, pois um amigo adoentou-se e eu fiquei com muita preguiça de atravessar o rola moça sozinho as 5 da madrugada no domingo de Pascoa. Enrolei tanto que por fim nem achei que iria correr mais aquele dia. Ate que me lembrei de um glorioso, amigo, parceiro de furadas, e inimigo numero um dos meus descansos, Sergio, para os mais íntimos, Maldito. Pelo nome já se percebe que ele não é legal, mas tem sido um grande companheiro de corridas.

                Mandei algumas mensagens as 6 da manha, as 7, as 8, ate que as 9 ele me respondeu, dizendo que animava de correr no belvedere, qualquer distancia, mas que eu tinha que esperar ele fabricar os pães de queijo, assar e comer, junto da esposa e claro, mas antes tinha que comprar os ingredientes, obvio né. Para isso ele gastou exatos 51 minutos. Peguei ele na casa dele e fomos correr. Eu numa preguiça de dar medo, ele há algum tempo sem correr, pois havia feito uma cirurgia no punho, e não podia correr.

                Mas fomos sem compromisso, conversando muito, mas muito mesmo, ao ponto de quando acelerávamos o ritmo e atrapalhava a conversa, reduzíamos ate conseguir conversar tranquilamente, e assim completamos 15 km, num percurso com muitas subidas, descidas e um visual maravilhoso. Na verdade nossos treinos sempre foram assim, mais conversa que corrida, e digo mais, falamos de todo mundo que não está presente, assim como todo ser normal.....

Logo apos o treino, no carro indo embora

                Pronto, agora que me redimi, vou contar a outra NEWS.

                A data era importante, jogo do Galo, contra um time sabe-se lá de onde, por um campeonato famoso, e o placar foi se não me falhe a memoria, alguns vários gols do Galo e poucos desse outro time. Lembro-me que teve bordoada depois. Fatos importantes esses, pois aconteceram ontem.

                Fui conversar com uma amiga que não via há tempos, colocar o papo em dia, e vou ate abrir um parêntese (celular e uma merda, você fica conversando e a outra pessoa mexendo naquela bosta, dizendo pode falar que estou ouvindo. Pode ate ouvir, mas não esta prestando atenção no que se diz, uma total falta de respeito). Nem vi o jogo.

Ta bom há alguns dias havia pedido a alguns amigos informação sobre um bom cartunista, pois queria um cartoon legal para colocar no blog. E o Bode, vulgo, não me lembro do nome, disse que sabia de um que ficava no Bolão toda a noite, e que ele e o Mendigo iriam para lá depois do jogo, a meia-noite, meio tarde confesso. Eu estava chegando em casa quando recebo uma mensagem dizendo que minha caricatura estava quase pronta e que seria um presente para mim. Achei aquilo muito louco e corri para lá, 10 minutos de carro.

Cheguei e vi o cartunista olhando o celular e desenhando, sentei, peguei um copo e comecei a tomar uma com os meninos, colocando o papo em dia, de novo, mas com outras pessoas agora. Ele havia feito um desenho só de rosto.




Pedimos então que fizesse um de corpo todo e fiz questão de dizer que corro descalço. E assim foi feito.





Eu, Mendigo, Bode e o autor dos desenhos


Mas o melhor dessa noite não foi isso, ganhei os dois cartoons de presente, mas também não e a melhor parte, tão pouco me importa se ficaram ou não bons ou ruins. O melhor vem agora. Conversando com eles, e extrapolando para mais pessoas, meus amigos, conhecidos, presentes, distantes, colaboradores, patrocinadores, familiares, percebi o que realmente importa, é o carinho, incentivo, apoio dessas pessoas. Sentimentos e ações positivas que tenho recebido o dia todo, todos os dias, de diversos lugares do mundo, de pessoas de varias idades e vivencias a algum tempo. Cada um expressando a sua maneira, mas com um único objetivo, que de tão nobre e grande nem sei nem como expressar, escrever, apenas sinto.

Por tanto gostaria de agradecer do fundo do meu coração a todos vocês, hoje o blog faz um semana e tenho 434 visualizações, de seis países diferentes, mais o Brasil. No começo achei atualizar o blog uma vez por semana seria o suficiente, mas descobri ontem que isso e o minimo e o que menos importa. O importante para mim hoje e continuar, conhecendo mais pessoas, crescendo e agregando esse sentimento tão gostoso que tenho sentido e tentado passar para o maior numero de pessoas.

  . Mas todas essas pessoas tem uma coisa em comum, me apoiam, incentivam e o mais importante me faz sentir um cara especial, uma pessoa especial e querida. Ontem senti isso muito forte e gostaria de agradecer de coração a todos. Sentimentos assim faz surgir em mim uma necessidade incondicional de compartilhar tudo que tenho passado.

Posso falar agora com certeza, sou um cara de sorte.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Grandes novidades


Aiai…. Pensei em escrever um texto pequeno para compartilhar com vocês, mas aconteceu tanta coisa que o texto vai ficar um pouco grande.

Começando pelo começo, no final da semana passada, meu parceiro para a dupla dos anjos me informou que passava por alguns problemas pessoais, e que isso poderia colocar em jogo sua participação na prova, diante disso ele preferiu adiar o desafio. Agora sem dupla iniciei a busca por uma nova dupla, e informei ao Branca o que havia acontecido. Claro que perguntei sobre a possibilidade de correr esses 235 km sozinho, mas pouco esperançoso de a resposta ser sim.

            Domingo de Pascoa, era 21:00, vendo sessão pipoca com a familia, ai de bobeira olhei o celular e alguns amigos, que não via a anos, combinando uma corrida naquela hora, e acabaram me convidando para correr 11 km, a noite. Não sei porque, me troquei rapidamente e fui encontra-los. No caminho recebo outra mensagem, perguntando se iria postar isso no blog. Mas e claro, um treino corujinha no domingo de Pascoa deve ser lembrado. Fomos e corremos, conversamos, agendamos um horário semanal para treinar e rever a galera. Agora posso dizer que sou da “Equipe de corredores K-zona”. Ainda mais interessante foi descobrir que a galera esta super motivada com a pratica de esportes, nadando, correndo, pedalando, escalando, e mais alguns.




Mas chegando em casa para dormir tive uma interessante surpresa ao ler meu e-mail, a resposta do técnico. Ele não só me autorizou a correr a ultra dos anjos solo, como me incentivou, dizendo que isso seria um remédio para mim. Perdi ate o sono, de tao empolgado, esse seria o meu presente de 3 anos e 1 mês de corrida. Uhhuuuuu.... Nem parei para pensar no tamanho do desafio que acabara de entrar. 
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Acordei no outro dia, rindo atoa, como um menino. Entrei no site para ver o que precisava para fazer a inscrição, e percebi que não tinha os melhores qualify, que apesar de correr algumas ultras, elas poderiam não ser suficientes para garantir uma vaga nessa jornada. Mas ao final da ficha de inscrição vinha uma pergunta: “Relate abaixo porque devemos aceitar sua aplicação e porque gostaria de participar deste dasafio”. Percebi que ali eu poderia fazer algo diferente, algo que me garantiria a inscrição. E a resposta foi:


Essa pergunta e difícil de responder, afinal porque nos submeter a um desafio que dura 60 horas, cansaço, bolhas, stress, frio e chuva??? Mas sinceramente acho que gosto mesmo de correr, e vejo nas ultras um momento de reflexão comigo mesmo. Me propus a esse desafio com o intuito de passar mais algum tempo comigo mesmo, tenho passado por alguns momentos difíceis e sei que preciso desse tempo e conversando com meu treinador, o Branca ele me sugeriu esse "remédio". Mas junto vêem outras coisas. Pretendo fazer o caminho da fé em julho, nas minhas ferias, e essa corrida seria um bom preparo para esse desafio. Alem disso busco algo que alimenta meu ego, soou novo, 28 anos, e pretendo antes dos 30 fazer o circuito das 135 milhas, BR 135, Badwader e Ahowread e quem sabe ser o homem mais novo do mundo a fazer isso.


Agora aguardo ansiosamente, da organização da prova, a resposta do desafio que com certeza sera o maior e mais difícil a que propus.

Mas não acaba aqui, a historia continua, ao abrir o facebook na terça-feira, meio cabisbaixo pelas noticias da noite anterior, mais uma agradabilíssima novidade, tinha arrumado meu primeiro patrocinador, quase não acreditei, agora sou um corredor amador patrocinado.....kkkkkkk.

Essa historia começou em um bar, la em Areado, sul de minas, estávamos bebendo, um sábado de manha, quando entrou o Fábio Ruellas, um grande apoiador e patrocinador do time de futebol local. Ai um amigo, Ricardo, ou melhor, Curê, disse para ele me patrocinar, meio que desacreditado, brinquei, nunca achei que aquilo seria verdade. Passamos o final de semana brincando sobre o assunto, contava dos meu feitos, minhas metas, próximas corridas, mas sem a menor crença que eu realmente seria patrocinado. Até que na terça-feira recebo o e-mail confirmando a parceria. Agradeço muito ao Fábio Ruellas e a PCR Comissária de café pela ajuda e confiança.


Agora me digam sou ou não um cara de sorte????